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Potássio com aminoácidos melhora o enchimento da cebola

12/12/2017

Estimam-se mais de 100 mil produtores envolvidos com a exploração dessa hortaliça, gerando mais de 250 mil empregos diretos só no setor da produção. Face à diversidade climática das diversas regiões do país, a cultura da cebola é desenvolvida ao longo de todos os meses do ano, com maior ou menor intensidade, dependendo do estado produtor.

Tabela 1. Estimativa de produção (t) de cebola nos estados produtores do Brasil – 2013

Ano/reg

SC

SP

BA/PE

GO

MG

RS

PR

RN

BRASIL

Janeiro

60.000

726

8.000

22

36.000

34.992

360

140.100

Fevereiro

60.000

373

6.060

20

22.400

48.759

120

137.732

Março

20.000

456

3.500

8

17.000

42.604

83.568

Abril

1.240

519

8.150

62

11.000

1.064

22.035

Maio

5.185

22.000

2.000

9.591

8.000

891

630

48.297

Junho

7.259

35.000

22.080

28.148

3.000

95.487

Julho

17.630

33.000

22.720

41.855

115.205

Agosto

41.482

25.000

52.000

38.538

2.904

159.924

Setembro

72.594

16.000

53.000

32.063

5.261

178.918

Outubro

10.000

34.223

18.000

18.000

17.378

8.000

1.518

6.904

114.023

Novembro

45.000

14.519

10.500

2.500

3.149

19.000

6.073

8.828

109.569

Dezembro

70.000

12.445

8.600

66

37.000

19.750

1.789

149.650

Total

266.240

207.411

193.810

172.300

170.900

161.400

155.651

26.796

1.354.508

Fonte: Epagri Ituporanga

 

Os principais estados produtores, em ordem decrescente de volume produzido em 2013, foram Santa Catarina (266.240), São Paulo (207.411), Bahia/Pernambuco (193.810), Goiás (172.300), Minas Gerais (170.900), Rio Grande do Sul (161.400) e Paraná (155.651).

 

Produtividade acelerada

As altas produtividades alcançadas em âmbito nacional podem ser atribuídas à soma de diferentes fatores: utilização de híbridos de cebola bem adaptados às condições climáticas regionais; calagem e adubação calculadas conforme a análise de solo; avanços nos sistemas de irrigação; novas técnicas de manejo do solo, com destaque para o Sistema de Plantio Direto (SPD) e outras práticas conservacionistas; pesquisa agronômica; e assistência técnica intensiva realizada por cooperativas, empresas privadas e órgãos oficiais.

 

Nutrição

O potássio (K) é um macronutriente de alta necessidade para a cebola (Allium cepa). Sabe-se que a necessidade de K para um ótimo crescimento é de cerca de 40 g/kg de matéria seca da parte vegetativa.

As principais funções do potássio são: regulação osmótica, síntese de proteínas, abertura e fechamento de estômatos e permeabilidade da membrana plasmática, lembrando que o K diretamente não tem função estrutural e metabólica. “Como ele é ativador metabólico e essencial para a síntese de proteínas, torna-se essencial para o acúmulo de matéria seca, proporcionando um peso de bulbo maior e, consequentemente, uma produtividade elevada”, diz Denia Lima, engenheira agrônoma da Cia da Terra.

Diante disso, ela expõe que, além de adubações de solo com fontes de K, uma suplementação foliar com altas concentrações do elemento terá grandes resultados. Se ele for pulverizado no momento correto (enchimento de bulbo), ele ativará sínteses proteicas, aumentará o acúmulo de matéria seca e deixará a cebola mais resistente aos estresses hídrico e térmico, pois haverá controle da abertura e fechamento de estômatos.

 

Potássio + aminoácidos

Aliado ao K está o uso de aminoácidos, com o intuito de fornecer energia para a cebola, aumentando seu metabolismo e promovendo um carreamento maior de fotoassimilados para o bulbo, o que ocasiona elevadas produtividades.

“Porém, devemos lembrar que os aminoácidos são fontes de proteínas e os vegetais têm a capacidade de produzi-los. Portanto, a maior resposta em produtividade é o uso de produtoscom a capacidade de induzir a planta à produção de aminoácidos essenciais à sua síntese de proteínas, ao invés de fornecer aminoácidos específicos que podem não ser aproveitados pela cebola”, observa Denia Lima.

 

Benefícios do potássio

Entre os benefícios do potássio está o aumento metabólico, refletindo em plantas mais sadias e resistentes aos estresses hídrico e térmico. No que diz respeito aos erros a serem evitados, Denia Lima destaca: “Utilizar adubação foliar em substituição à de base (no caso da cebola, devemos ter um solo com, no mínimo, 5% da Capacidade de Troca de Cátions (CTC) saturados com K). Nesse contexto, as aplicações foliares de K precisam ser voltadas às suplementações pontuais e ao ativador metabólico”.

Fonte: Revista Campos & Negócios